sábado, 24 de março de 2012


E o Adeus é sempre triste,
porque não é o ínicio de nada.
Mas é começo do resto.
Tropecei em todos os teus passos
Para não te deixar cair.
Todas as janelas que abri
Queriam deixar-te sair
E saíste...
As palavras que ficaram
Agarradas às paredes
São tinta permanente
Talvez para outros moradores
Sedentos do que também procurei
Em cada queda que dei.

sexta-feira, 23 de março de 2012

E naquele minuto, quando te arrependes,
Sobram as mãos que são tuas.
De punhos fechados ou dedos estendidos,
Suplicas perdão a ti.
Abraças os joelhos e tocas nos pés,
E mergulhas em ti mesmo
Para te esconderes
Dentro da tua própria vergonha.
Pegas nas mãos que sobraram
E partes.