Se ao regressar os passos não se seguirem
E o relógio andar ao contrário
Se nada estiver no lugar
Posso não me encontrar?
Se ao regressar rasgar a retina
E abraçar o ar
Se já não conseguir respirar
Posso por fim descansar?
Um Eu errante, um Eu descalço, Caminhando pelas farpas de um caminho doce, De cheiro azul... azul celeste. De língua de fora, arfando o ar rarefeito, Sem medo de nada, sem tristeza seguida. Vagueio cansada, mas cheia de mim, Que o azul é celeste, e o caminho é doce.